Tratamento de diabetes em Teresina

A Dra. Natália Brito, endocrinologista e metabologista, trata diabetes tipo 1, tipo 2 e pré-diabetes em adultos. Na consulta, de cerca de uma hora, ela revisa exames, define metas individuais e monta o plano de tratamento e de rastreio de complicações. Atende em Teresina e também por teleconsulta.

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No diabetes, a glicose do sangue fica alta porque o corpo produz pouca insulina, usa mal a que produz, ou as duas coisas. O tipo 2 começa sem sintomas. O protocolo do Ministério da Saúde para diabetes tipo 2 (2026) cita o Atlas da Federação Internacional de Diabetes de 2025: o Brasil é o sexto país com mais pessoas com diabetes, e 31,9% delas não têm diagnóstico.

Quais são os tipos de diabetes?

A diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) classifica o diabetes pela causa:

Como é feito o diagnóstico de diabetes?

Com exames de sangue. Os pontos de corte abaixo são da diretriz da SBD (2024), adotados também pelo Ministério da Saúde. O TOTG mede a glicemia 1 ou 2 horas depois de tomar 75 g de glicose.

Exame Normal Pré-diabetes Diabetes
Glicemia de jejum (mg/dL) abaixo de 100 100 a 125 126 ou mais
TOTG 1 hora (mg/dL) abaixo de 155 155 a 208 209 ou mais
TOTG 2 horas (mg/dL) abaixo de 140 140 a 199 200 ou mais
Hemoglobina glicada, HbA1c (%) abaixo de 5,7 5,7 a 6,4 6,5 ou mais

Se só um exame vier alterado, a SBD orienta repetir para confirmar. Com sintomas como sede excessiva, muita urina e perda de peso, uma glicemia a qualquer hora de 200 mg/dL ou mais já basta.

Quem deve fazer o rastreio?

O Ministério da Saúde recomenda investigar o tipo 2 a partir dos 35 anos. Antes disso, o rastreio vale para quem tem sobrepeso ou obesidade e algum fator de risco: parente de primeiro grau com diabetes, pressão alta, sedentarismo, ovários policísticos, gordura no fígado ou diabetes gestacional anterior. Com exames normais, o rastreio se repete a cada três anos.

O que é pré-diabetes e como prevenir o diabetes tipo 2?

É a faixa do meio da tabela. O Ministério da Saúde trata essa fase como condição de risco para o tipo 2 e orienta:

  1. Mudar hábitos. Com excesso de peso, perder de 3% a 7% do peso inicial já reduz a glicemia e outros fatores de risco cardiovascular.
  2. Repetir os exames todo ano, rotina que vale também para quem tem três ou mais fatores de risco e exames normais.

Qual é a meta de hemoglobina glicada?

Segundo a diretriz de metas da SBD (2026), a HbA1c reflete a média da glicose dos últimos meses. Para a maioria dos adultos, a meta é HbA1c abaixo de 7%, sem hipoglicemias graves ou frequentes, para prevenir complicações nos olhos, nos rins, nos nervos e, a longo prazo, no coração. Em jejum, a glicemia deve ficar entre 80 e 130 mg/dL. Duas horas após a refeição, abaixo de 180 mg/dL.

Por que a meta muda de uma pessoa para outra?

Nos grandes estudos, o controle muito rígido em pessoas com doença cardiovascular ou vários fatores de risco aumentou as hipoglicemias e os eventos cardiovasculares. Por isso a SBD individualiza. Idosos com boa saúde física e mental podem ter meta entre 7,0% e 7,5%. Com fragilidade, perda cognitiva ou doenças que limitam a expectativa de vida, a meta passa a ser abaixo de 8,5%. A sua meta é definida na consulta.

Como é o tratamento do diabetes?

Pela diretriz de tratamento da SBD (2024), cuidar do tipo 2 vai além da glicose: inclui proteger coração e rins e controlar o peso. A combinação é decidida na consulta, e nenhum remédio deve ser iniciado, trocado ou suspenso por conta própria.

Estilo de vida

É a base em todas as fases: alimentação com foco no peso, exercício, menos tempo sentado, sono adequado, parar de fumar e controlar o estresse. No tipo 2, o Ministério da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de caminhada moderada ou intensa e exercícios de força duas a três vezes por semana. Com excesso de peso, a meta mínima é perder 5% do peso.

Classes de medicamentos

No risco cardiovascular alto ou muito alto, a SBD recomenda um inibidor de SGLT2 ou um agonista de GLP-1, qualquer que seja a HbA1c. Nesses pacientes, essas classes reduziram eventos cardiovasculares em 10% e 14%, respectivamente.

Como prevenir e rastrear as complicações?

Com o tempo, a glicose alta lesa vasos pequenos (retina, rins e nervos) e grandes (coração, cérebro e pernas). Para o tipo 2, o protocolo do Ministério da Saúde prevê:

O que avaliar Como Quando
Retina Fundo de olho com pupila dilatada Ao diagnóstico e todo ano
Rins Creatinina no sangue e albumina na urina Ao diagnóstico e todo ano
Pés Pele, pulsos, reflexos e sensibilidade Ao diagnóstico e todo ano
Colesterol e triglicérides Exame de sangue Ao diagnóstico e todo ano

Outros pontos do protocolo:

Por que colesterol e triglicérides importam no diabetes?

O controle das gorduras do sangue faz parte das metas do tratamento, segundo o Ministério da Saúde. No tipo 2, a alteração mais comum é o aumento dos triglicérides. O LDL costuma ficar parecido com o de quem não tem diabetes (SBD, 2023).

A meta de LDL segue o risco cardiovascular, que a SBD estima pela idade e por outros fatores:

Pela mesma diretriz, as estatinas têm a maior evidência de benefício cardiovascular e costumam ser o primeiro passo. Com triglicérides acima de 200 mg/dL, a meta passa a ser o colesterol não-HDL. Entre 150 e 880 mg/dL, a recomendação é ajustar alimentação e estilo de vida para baixar os triglicérides e prevenir pancreatite.

Como é a consulta de diabetes em Teresina?

A Dra. Natália Brito é endocrinologista e metabologista (CRM-PI 7855, RQE 5674), com título de especialista pela SBEM, e professora de Endocrinologia na UniFacid. Atende mulheres e homens adultos com diabetes tipo 1, tipo 2 e pré-diabetes.

A consulta é particular e dura cerca de uma hora, com revisão da história, dos exames e dos remédios, definição das metas e do calendário de rastreio. O retorno está incluso. No presencial, a bioimpedância também faz parte da consulta.

O consultório fica em Teresina, no Instituto Essência, no Jóquei (Edifício Prof. Carlos Daniel). Para quem mora em outras cidades, há teleconsulta.

Perguntas frequentes

Quais exames devo levar na primeira consulta?

Leve os exames mais recentes que tiver: glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol e triglicérides, creatinina no sangue e albumina na urina. Traga também a lista dos remédios em uso e, se você mede a glicose em casa, os registros do aparelho ou do sensor. O que faltar pode ser pedido na própria consulta.

De quanto em quanto tempo a hemoglobina glicada deve ser repetida?

O protocolo do Ministério da Saúde para diabetes tipo 2 prevê glicemia de jejum e hemoglobina glicada a cada seis meses. Enquanto a meta não é alcançada, a reavaliação passa a ser trimestral. O intervalo do seu caso é combinado na consulta, de acordo com o tratamento e os resultados.

Diabetes tipo 1 pode aparecer na vida adulta?

Pode. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, hoje há mais casos novos de diabetes tipo 1 diagnosticados em adultos do que em crianças e adolescentes. Nessa fase, ele às vezes é confundido com o tipo 2. Quando existe a suspeita, a dosagem de autoanticorpos no sangue ajuda a confirmar o diagnóstico.

A teleconsulta funciona para acompanhar diabetes?

Funciona para boa parte do acompanhamento: conversa sobre sintomas e rotina, análise de exames, revisão das metas e do tratamento. Os exames são colhidos em um laboratório perto de você. A bioimpedância, que mede a composição corporal, depende de aparelho e só é feita no atendimento presencial.

Preciso medir a glicose em casa?

Depende do tratamento. No diabetes tipo 2, o protocolo do Ministério da Saúde recomenda a medida da glicose na ponta do dedo para quem usa insulina. Em quem usa apenas remédios orais, os estudos não mostram benefício significativo dessa rotina. Se for o seu caso, horários e frequência das medidas são combinados na consulta.

Consulta com a Dra. Natália Brito

  • R$ 500, presencial ou por teleconsulta, com retorno incluso. Na consulta presencial, a bioimpedância também está inclusa.
  • Consulta de cerca de 60 minutos, particular.
  • A Dra. Natália emite recibo da consulta para o paciente solicitar reembolso ao plano de saúde. O valor devolvido depende das regras de cada contrato.
  • Instituto Essência — Edifício Prof. Carlos Daniel, Jóquei, Teresina.
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Referências

  1. Sociedade Brasileira de Diabetes, Diretriz da SBD. Classificação do diabetes (2023).
  2. Sociedade Brasileira de Diabetes, Diretriz da SBD. Diagnóstico de diabetes mellitus (2024).
  3. Sociedade Brasileira de Diabetes, Diretriz da SBD. Metas de controle glicêmico (2026).
  4. Sociedade Brasileira de Diabetes, Diretriz da SBD. Manejo da terapia antidiabética no DM2 (2024).
  5. Sociedade Brasileira de Diabetes, Diretriz da SBD. Manejo do risco cardiovascular: dislipidemia (2023).
  6. Ministério da Saúde, Conitec. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2 (2026).