O que é a bioimpedância?
A bioimpedância é um exame que estima a composição do corpo. O aparelho faz passar pelo corpo uma corrente elétrica de baixa intensidade, que você não sente, e mede a resistência que os tecidos oferecem a ela.
Cada tecido conduz a corrente de um jeito. Os tecidos magros, ricos em água e sais minerais, conduzem bem. A gordura, o osso e a pele conduzem mal. Com essas medidas e com dados como peso, altura, idade e sexo, o aparelho calcula quanto do seu corpo é gordura, massa magra e água.
Segundo a diretriz da Associação Médica Brasileira (AMB), o exame é não invasivo, indolor, rápido e não usa radiação.
O que a bioimpedância mede?
O aparelho mede, de fato, a resistência do corpo à corrente. O restante é estimado por equações. Os principais resultados são:
- Água corporal total, que alguns aparelhos separam em água dentro e fora das células;
- Massa magra, ou massa livre de gordura, que reúne músculos, ossos, órgãos e a água do corpo;
- Massa gorda, em quilos e em porcentagem do peso.
Alguns aparelhos mostram também o ângulo de fase e a distribuição de gordura e massa magra por segmento do corpo, como braços, pernas e tronco.
Para que serve a bioimpedância no acompanhamento?
A balança mostra o peso total. Ela não diz se o que você perdeu ou ganhou foi gordura, músculo ou água. Duas pessoas com o mesmo peso e a mesma altura podem ter composições bem diferentes.
No acompanhamento, a bioimpedância ajuda a:
- ver se a perda de peso veio mais da gordura ou da massa magra;
- acompanhar a evolução da composição corporal ao longo do tratamento;
- conversar sobre ajustes no plano com base em mais de um número.
A diretriz da Associação Brasileira de Nutrologia, publicada pela AMB, aponta que, em pessoas com excesso de peso, o exame ajuda a identificar se a mudança de peso veio da massa gorda ou da massa livre de gordura. Por isso ele é uma das ferramentas usadas no tratamento de emagrecimento e obesidade.
Mudanças pequenas pedem cautela. A diretriz da AMB de 2009 explica que variações menores que 1,5 a 2 kg são difíceis de interpretar por causa da precisão do método. O que ajuda é olhar a tendência de vários exames, feitos nas mesmas condições.
Quais são os limites da bioimpedância?
- É uma estimativa. Os valores saem de equações, que variam de um aparelho para outro e foram criadas a partir de populações específicas.
- Depende da hidratação. Como o cálculo parte da água do corpo, retenção de líquido ou desidratação mudam o resultado. Com excesso de água, a massa magra tende a aparecer maior do que é. Em situações como inchaço importante, o exame não é apropriado.
- Sofre influência da rotina. Comida, bebida, exercício, álcool, café e a fase do ciclo menstrual podem alterar a leitura.
- Perde precisão na obesidade mais acentuada. A diretriz da AMB de 2009 considera os resultados confiáveis até um IMC de 34 kg/m². Acima disso, os erros de medição aumentam. Em pessoas com excesso de peso, o exame também tende a subestimar a porcentagem de gordura.
- Não faz diagnóstico sozinha. O resultado é lido junto com a consulta, o exame físico e outros exames.
Como se preparar para a bioimpedância?
Como o exame é sensível à água do corpo, o preparo faz diferença. As orientações abaixo seguem a diretriz da Associação Brasileira de Nutrologia. Outros protocolos usam prazos um pouco diferentes, e a equipe confirma o preparo quando você agenda.
- Fique cerca de 3 horas sem comer antes do exame.
- Evite café, chá, mate e bebidas alcoólicas nas 24 horas anteriores.
- Não faça atividade física intensa nas 24 horas anteriores.
- Não faça o exame logo depois do banho ou de sauna.
- Urine pelo menos 30 minutos antes.
- Tire anéis, pulseiras, relógio, colares e outros objetos de metal.
- Se possível, evite o período entre a fase pré-menstrual e o fim da menstruação.
- Se você usa diurético ou outro remédio, não suspenda por conta própria. Avise no agendamento.
Quem não deve fazer a bioimpedância?
- Pessoas com marca-passo ou desfibrilador implantado. A diretriz da AMB diz que não há registro de interferência, mas a corrente pode, em tese, afetar esses aparelhos. Sem monitorização cardíaca, o exame é contraindicado. O protocolo do Instituto Nacional de Cardiologia também não realiza a bioimpedância nesses pacientes.
- Gestantes. Costumam ser orientadas a não fazer o exame. O mesmo protocolo do Instituto Nacional de Cardiologia exclui a gestação.
Esse protocolo também não faz o exame em quem tem prótese metálica no corpo ou está com febre. Se for o seu caso, avise a equipe antes de agendar.
Onde fazer a bioimpedância?
O exame é feito no consultório da Dra. Natália Brito, no Instituto Essência, no bairro Jóquei, em Teresina.
- Na consulta presencial: a bioimpedância já está inclusa no valor. Veja o que mais a consulta inclui.
- De forma avulsa: sem consulta, por R$ 120.
- Na teleconsulta: não é feita, porque depende do aparelho. Quem faz acompanhamento por teleconsulta pode agendar a bioimpedância avulsa quando estiver na cidade.
O agendamento é pelo WhatsApp, com a equipe, em horário comercial.