Menopausa e reposição hormonal em Teresina

A Dra. Natália Brito, endocrinologista e metabologista (CRM-PI 7855, RQE 5674), trata sintomas da perimenopausa e da menopausa e avalia a reposição hormonal em mulheres e homens adultos, a partir de sintomas, exames e riscos. Atende em consulta particular de cerca de 1 hora no consultório em Teresina e também por teleconsulta.

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Ondas de calor que acordam você de madrugada, ciclos que atrasam ou adiantam, irritação sem motivo claro. Essas mudanças costumam começar anos antes da última menstruação e podem continuar depois dela. Saber em que fase você está ajuda a entender as opções, com ou sem hormônio.

Qual a diferença entre perimenopausa e menopausa?

Menopausa é a data da última menstruação. Ela só é confirmada depois de 12 meses seguidos sem menstruar, sem outra causa que explique a falta do ciclo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Febrasgo.

Perimenopausa é a transição. Para a OMS, ela começa quando surgem as primeiras mudanças no ciclo e termina um ano após a última menstruação. Pode durar vários anos. A Febrasgo chama esse período mais amplo, antes e logo depois da menopausa, de climatério.

Fase O que é Quando costuma acontecer
Perimenopausa Transição, com ciclos irregulares e primeiros sintomas Dos primeiros sinais até 1 ano após a última menstruação (OMS)
Menopausa A última menstruação, confirmada após 12 meses sem ciclo Entre 45 e 55 anos na maioria das mulheres (OMS); média de 48 anos no Brasil (Febrasgo)

Quando a menopausa chega antes dos 40 anos, fala-se em menopausa prematura. Entre 40 e 45 anos, em menopausa precoce, conforme o posicionamento de 2022 da The Menopause Society, entidade norte-americana. Os dois casos pedem avaliação, porque a falta de estrogênio começa mais cedo.

Ainda é possível engravidar na perimenopausa. Por isso, a OMS recomenda manter a contracepção até completar 12 meses seguidos sem menstruação.

Quais sintomas a menopausa pode causar?

Nem toda mulher sente tudo, e a intensidade varia muito. Há quem quase não tenha queixas e quem não consiga dormir uma noite inteira.

Fogachos e suores noturnos

São as ondas de calor no rosto, no pescoço e no peito, com vermelhidão, suor e às vezes palpitação (OMS). De acordo com a The Menopause Society, atingem até 80% das mulheres na menopausa. Quando são frequentes, duram em média 7,4 anos.

Sono, humor e memória

Sintomas geniturinários

Ressecamento vaginal, dor na relação sexual e perda de urina (OMS). Ao contrário dos fogachos, que costumam diminuir com o tempo, esses sintomas tendem a piorar quando a falta de estrogênio se prolonga, segundo a The Menopause Society.

Quando a terapia hormonal pode ser considerada?

Para a The Menopause Society, a terapia hormonal continua sendo o tratamento mais eficaz para os fogachos e para a síndrome geniturinária da menopausa, e previne perda óssea e fraturas. Mesmo assim, segundo a Febrasgo, só cerca de 20% das mulheres no climatério fazem reposição.

A janela de início

O momento de começar faz diferença. Segundo o posicionamento de 2022:

Quem não deve usar

Segundo a mesma entidade, a terapia hormonal por via oral ou pela pele é contraindicada em quem tem:

Para a Febrasgo, outros tipos de câncer nem sempre impedem a reposição e são avaliados caso a caso.

Por que o tratamento é individual

O risco muda conforme o tipo de hormônio, a dose, a via (comprimido, gel ou adesivo), o tempo de uso e a necessidade de progestagênio, que protege o endométrio de quem tem útero (The Menopause Society; Febrasgo). Se o incômodo é só geniturinário e não passa com produtos vendidos sem receita, o posicionamento cita o estrogênio vaginal em baixa dose.

Tipo, dose e via são definidos na consulta.

E os implantes e hormônios manipulados?

Para a The Menopause Society, não há evidência suficiente para apoiar hormônios "bioidênticos" manipulados, incluindo implantes subdérmicos e pellets, no tratamento da menopausa. Faltam dados de segurança e eficácia, e a dose pode vir acima ou abaixo do esperado. Implante com finalidade estética esbarra ainda na regra do Conselho Federal de Medicina citada mais abaixo.

Existe tratamento sem hormônio?

Sim. Ele interessa a quem tem contraindicação, como câncer dependente de estrogênio ou doença cardiovascular, e a quem prefere não usar hormônio. Para os fogachos, o posicionamento de 2023 da The Menopause Society recomenda:

O mesmo documento não recomenda suplementos, fitoterápicos, soja, acupuntura, yoga nem exercício como tratamento dos fogachos, por falta de evidência consistente para esse sintoma. Isso não tira o valor da atividade física e da comida. A Febrasgo lembra que o ganho de peso e a obesidade podem piorar os sintomas do climatério, e que a alimentação conta na prevenção da osteoporose.

Cada remédio tem efeitos colaterais próprios, e a escolha é feita na consulta.

O que acontece com os ossos e o coração depois da menopausa?

Ossos. Segundo a OMS, a perda de densidade óssea na menopausa contribui para as taxas mais altas de osteoporose e fraturas. Veja como é a avaliação na página sobre osteoporose.

Coração. A OMS descreve que a vantagem das mulheres sobre os homens em doença cardiovascular desaparece aos poucos com a queda do estrogênio. A composição do corpo também muda. E a reposição não deve ser usada para proteger o coração a longo prazo: segundo a The Menopause Society, o uso por muitos anos ou em mulheres mais velhas não é adequado para reduzir o risco de doença coronariana ou de demência.

Por isso, a avaliação olha pressão, glicemia, colesterol, peso e composição corporal. No atendimento presencial, a bioimpedância entra nessa conta.

Homem também faz reposição hormonal?

Faz, quando existe hipogonadismo, que é a produção insuficiente de testosterona. A diretriz da Endocrine Society, de 2018, recomenda fazer esse diagnóstico só quando há, ao mesmo tempo:

  1. sintomas e sinais compatíveis com falta de testosterona;
  2. testosterona claramente baixa em mais de uma dosagem, colhida pela manhã e em jejum.

Confirmado o quadro, a causa é investigada. A mesma diretriz desaconselha rastrear todos os homens e sugere não prescrever testosterona de rotina a todo homem com 65 anos ou mais só porque o exame veio baixo. Também recomenda não iniciar o tratamento em quem planeja ter filhos em breve ou tem câncer de próstata ou de mama, entre outras condições.

Testosterona para ganhar músculo ou "rejuvenescer"?

Não. Em posicionamento de 2024, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) afirma que a reposição de testosterona é indicada só em situações específicas, como o hipogonadismo masculino. A entidade se opõe ao uso de hormônios e anabolizantes para estética ou desempenho, diz que não existe dose segura para esse fim e lembra que essa prescrição é proibida pela Resolução CFM nº 2.333/2023. Entre os riscos citados estão infertilidade, dano ao fígado, arritmias e morte súbita.

Como funciona a consulta com a Dra. Natália Brito?

A Dra. Natália Brito é endocrinologista e metabologista (CRM-PI 7855, RQE 5674), com título de especialista pela SBEM, e professora de Endocrinologia na UniFacid. Ela atende mulheres e homens adultos no Instituto Essência, no Jóquei, em Teresina.

A consulta é particular e dura cerca de 1 hora. Nela, a médica:

O retorno está incluso, e a bioimpedância também, no atendimento presencial. Quem mora fora de Teresina pode ser acompanhado por teleconsulta, que atende pacientes de outras cidades. O tratamento é definido na consulta.

Perguntas frequentes

Preciso de exame de sangue para confirmar a menopausa?

Nem sempre. Pela definição da OMS, a menopausa é confirmada pela história: 12 meses seguidos sem menstruar. A menstruação deixa de servir de guia em quem retirou o útero ou usa anticoncepcional que suspende o ciclo, e também quando a menopausa parece chegar cedo demais. Nesses casos, a avaliação pode incluir exames, definidos na consulta.

A reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama?

Depende do esquema. Segundo a The Menopause Society, estrogênio com progestagênio traz um aumento raro de risco, que aparece após 3 a 5 anos de uso. Em mulheres sem útero que usaram só estrogênio, o risco não aumentou em 7 anos. Quem já teve câncer de mama não deve fazer reposição hormonal.

Por quanto tempo dá para usar a terapia hormonal?

Não há prazo único. A The Menopause Society considera inadequado suspender só por causa da idade e aceita manter o uso depois dos 65 anos em mulheres saudáveis com fogachos persistentes, com reavaliação regular. Segundo a entidade, cerca de metade das mulheres volta a ter fogachos quando para o tratamento.

Quem entrou na menopausa antes dos 40 anos precisa de reposição?

Na ausência de contraindicação, a The Menopause Society recomenda terapia hormonal pelo menos até a idade média da menopausa (a entidade cita cerca de 52 anos) para quem teve menopausa prematura ou precoce. A falta de estrogênio antes da hora aumenta riscos para ossos, coração e memória. A indicação é confirmada na consulta.

Dá para fazer o acompanhamento a distância?

Sim. Na teleconsulta, a médica revisa sintomas, histórico e exames e discute o plano com você, sem deslocamento. Exames de sangue e de imagem são feitos em um laboratório perto de você. A bioimpedância depende de aparelho e só é feita no atendimento presencial.

Consulta com a Dra. Natália Brito

  • R$ 500, presencial ou por teleconsulta, com retorno incluso. Na consulta presencial, a bioimpedância também está inclusa.
  • Consulta de cerca de 60 minutos, particular.
  • A Dra. Natália emite recibo da consulta para o paciente solicitar reembolso ao plano de saúde. O valor devolvido depende das regras de cada contrato.
  • Instituto Essência — Edifício Prof. Carlos Daniel, Jóquei, Teresina.
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Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Menopause (fact sheet) (2024).
  2. Febrasgo. Menopausa: cerca de 17 milhões de mulheres no Brasil estão no climatério (2025).
  3. The Menopause Society. The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society (2022).
  4. The Menopause Society. The 2023 nonhormone therapy position statement of The North American Menopause Society (2023).
  5. Endocrine Society. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline (2018).
  6. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Posicionamento da SBEM sobre esteroides anabolizantes e similares (2024).