Osteoporose e saúde óssea em Teresina

A Dra. Natália Brito, endocrinologista e metabologista (CRM-PI 7855, RQE 5674), trata osteoporose e osteopenia em mulheres e homens adultos. A consulta avalia o risco de fratura com densitometria e FRAX, investiga causas hormonais, como vitamina D baixa e alterações da paratireoide, e orienta o tratamento. Atende presencialmente em Teresina e por teleconsulta.

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A osteoporose raramente dá sinal antes de um osso quebrar. Muita gente só descobre o problema ao fraturar o punho numa queda da própria altura. O risco pode ser medido antes disso, e existe tratamento para diminuí-lo. Segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF), a doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos no mundo.

O que é osteoporose e o que é osteopenia?

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Osteoporose, do Ministério da Saúde, descreve a doença como perda de massa óssea com deterioração da estrutura interna do osso. O esqueleto fica frágil e quebra com traumas pequenos.

O diagnóstico usa a densitometria óssea, que compara a densidade do seu osso com a de um adulto jovem saudável. O resultado sai como T-score, em desvios-padrão. A classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), reproduzida pela IOF, é esta:

T-score na densitometria Classificação
-1,0 ou acima Normal
Entre -1,0 e -2,5 Osteopenia (baixa massa óssea)
-2,5 ou abaixo Osteoporose
-2,5 ou abaixo, com fratura por fragilidade Osteoporose grave

Na leitura do laudo:

Por que a osteoporose não dói até a fratura?

A IOF resume: a osteoporose não tem sintomas evidentes. Muitas vezes, o primeiro sinal é a própria fratura.

Pelo PCDT, fraturas de vértebra muitas vezes são assintomáticas; os indícios são dor nas costas persistente e perda de altura maior que 4 cm. No estudo brasileiro BRAZOS, citado no protocolo, a maioria das pessoas que já tinham tido fratura por osteoporose não sabia da fragilidade dos ossos.

A primeira fratura pede atenção porque, segundo a IOF, é um fator de risco importante para a próxima. A de quadril é a mais grave: o PCDT registra aumento de 12% a 20% na mortalidade nos dois anos seguintes.

Quem tem mais risco de osteoporose?

Os fatores abaixo aparecem na diretriz brasileira de 2017 (Radominski e colaboradores, Revista Brasileira de Reumatologia) e no PCDT:

Quando fazer a densitometria óssea?

Pelo PCDT, o exame é indicado para:

O exame avalia coluna lombar e fêmur; no hiperparatireoidismo, o PCDT cita o antebraço como opção.

O que é o FRAX e para que ele serve?

A densitometria mostra quanto osso você tem, mas idade, fraturas e hábitos também pesam. O FRAX junta essas peças. É uma calculadora online que estima a probabilidade de fratura em 10 anos, com dois resultados: fratura osteoporótica maior (quadril, coluna, úmero ou punho) e fratura de quadril. Segundo o PCDT, vale para pessoas de 40 a 90 anos e combina idade, sexo e peso com fatores de risco como os da lista acima. A densidade do colo do fêmur é opcional.

O Brasil tem modelo próprio, lançado em 2013 e recalculado com dados mais recentes, conforme artigo de Albergaria e colaboradores publicado em 2023. A calculadora brasileira está no site da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

O FRAX muda decisões. Pelo PCDT, osteopenia com FRAX acima do limiar de intervenção já conta como risco alto e pode justificar remédio. Osteopenia com FRAX baixo e sem fraturas fica na faixa de risco baixo a moderado, com foco em prevenção.

Como a osteoporose é tratada?

O objetivo é reduzir fraturas. Pelo PCDT, cálcio, vitamina D e medidas sem remédio valem para todos os casos.

Cálcio e vitamina D

O cálcio vem primeiro da comida, como leite, iogurte e queijo. O PCDT recomenda, em geral, de 1.000 a 1.200 mg de cálcio elementar por dia e alerta para o excesso de suplemento, acima de 1.400 mg por dia. O comprimido entra quando a dieta não basta.

A vitamina D ajuda o intestino a absorver o cálcio. O ideal é dosar a 25-hidroxivitamina D antes de repor; a dose é definida na consulta.

Exercício

Segundo o PCDT, exercícios com carga, como caminhar e fortalecer os músculos, podem ajudar a ganhar e preservar massa óssea. A diretriz brasileira acrescenta que a atividade física supervisionada aumenta força e equilíbrio e reduz quedas.

Medicamentos

Com risco alto de fratura, o tratamento costuma incluir remédio:

Há ainda raloxifeno, terapia hormonal e romosozumabe, com indicações específicas. A escolha depende do risco, da função renal e de outras doenças, e é feita na consulta.

Como prevenir quedas em casa?

O PCDT destaca a forte relação entre quedas e fraturas. O protocolo e a diretriz brasileira recomendam:

O que a endocrinologista investiga na osteoporose?

Nem toda osteoporose vem só da idade. O PCDT estima que causas secundárias (outra doença ou um medicamento) respondem por cerca de 30% dos casos em mulheres após a menopausa e por 50% a 55% em homens.

A endocrinologia cuida do sistema que regula o cálcio: vitamina D, paratormônio (PTH), tireoide e hormônios sexuais. Entre os exames listados no PCDT estão cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, creatinina, PTH, TSH, T4 livre, 25-hidroxivitamina D e cálcio na urina de 24 horas.

Vitamina D e paratireoide

Com pouca vitamina D, o intestino absorve menos cálcio. As paratireoides respondem com mais PTH, que retira cálcio do osso para manter o nível no sangue: é o hiperparatireoidismo secundário. Em mulheres com osteoporose, a diretriz brasileira recomenda vitamina D acima de 30 ng/mL, entre outros motivos, para preveni-lo.

No hiperparatireoidismo primário, a própria glândula produz PTH em excesso, e a perda óssea pede investigação e tratamento próprios.

Como funciona o atendimento em Teresina?

A Dra. Natália Brito é endocrinologista e metabologista, com título de especialista pela SBEM, e professora de Endocrinologia na UniFacid. Atende mulheres e homens adultos no Instituto Essência, no Jóquei, em Teresina.

A consulta é particular e dura cerca de 1 hora. A médica revisa fraturas, remédios, histórico familiar e exames, calcula o FRAX quando cabe e investiga causas secundárias. O retorno está incluso, assim como a bioimpedância, feita no atendimento presencial.

Para quem mora em outras cidades, há teleconsulta. Tenha em mãos as densitometrias anteriores para comparação.

Perguntas frequentes

Osteopenia sempre vira osteoporose?

Não necessariamente. Osteopenia indica densidade abaixo do esperado, mas acima do limite da osteoporose. A evolução depende da idade, da alimentação, da atividade física, de doenças e de remédios em uso. Por isso o laudo é lido junto com o FRAX e a história clínica, e a necessidade de tratamento é decidida caso a caso.

Homem também precisa se preocupar com osteoporose?

Sim. É menos frequente que nas mulheres, mas acontece. Nos homens, uma causa secundária aparece com mais frequência, como testosterona baixa, uso de corticoide ou excesso de álcool. O PCDT do Ministério da Saúde indica densitometria para homens a partir dos 70 anos, ou antes quando há fator de risco.

Quem usa corticoide por muito tempo deve avaliar os ossos?

Sim. Pelo PCDT, quem vai usar mais de 5 mg de prednisona por dia, ou equivalente, por três meses ou mais tem indicação de tratamento com critérios mais amplos: fratura prévia, T-score de -2,0 ou menos, ou FRAX acima do limiar. Nunca suspenda o corticoide por conta própria; converse com quem o prescreveu.

De quanto em quanto tempo repetir a densitometria?

Depende do caso. Depois do início do tratamento, o PCDT orienta repetir o exame a cada 1 a 2 anos até a massa óssea ficar estável, sempre que possível no mesmo aparelho, para permitir a comparação. Nos demais casos, o intervalo segue a avaliação clínica de cada pessoa.

Posso tomar vitamina D em dose alta por conta própria?

Não é recomendado. A diretriz brasileira de 2017 afirma que tratamentos com altas doses de vitamina D não estão indicados. O caminho é dosar a 25-hidroxivitamina D, avaliar a ingestão de cálcio e definir a reposição na consulta, com a dose ajustada ao resultado do exame.

A teleconsulta funciona para quem tem osteoporose?

Funciona para revisar densitometria, exames de sangue, FRAX, remédios em uso e plano de tratamento. Se faltar algum exame, ele pode ser pedido e avaliado no retorno, que já está incluso na consulta. A bioimpedância é a parte feita só no atendimento presencial.

Consulta com a Dra. Natália Brito

  • R$ 500, presencial ou por teleconsulta, com retorno incluso. Na consulta presencial, a bioimpedância também está inclusa.
  • Consulta de cerca de 60 minutos, particular.
  • A Dra. Natália emite recibo da consulta para o paciente solicitar reembolso ao plano de saúde. O valor devolvido depende das regras de cada contrato.
  • Instituto Essência — Edifício Prof. Carlos Daniel, Jóquei, Teresina.
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Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 22) (2025).
  2. Radominski SC et al., Revista Brasileira de Reumatologia (SciELO). Diretrizes brasileiras para o diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa (2017).
  3. International Osteoporosis Foundation (IOF). Diagnosis (2025).
  4. International Osteoporosis Foundation (IOF). Epidemiology (2025).
  5. Albergaria BH et al., Archives of Osteoporosis (PMC/NCBI). A new FRAX model for Brazil (2023).