Densitometria óssea: para que serve, preparo e resultado

A densitometria óssea, também chamada DXA ou DEXA, avalia a densidade mineral dos ossos e ajuda na investigação de osteoporose e do risco de fratura. A indicação considera idade, menopausa, fraturas anteriores, doenças e medicamentos. O preparo deve ser confirmado com o serviço, especialmente quando há uso de suplementos de cálcio, possibilidade de gravidez ou exames recentes com contraste.

Por equipe editorial do consultório · Publicado em

Ilustração de mesa de densitometria com braço de varredura e um modelo de osso ao lado.
Representação conceitual da densitometria óssea. Não retrata equipamento do consultório. Ilustração editorial gerada com IA, pela equipe do consultório.

Receber um pedido de densitometria não significa que você já tenha osteoporose. O NHS explica que o exame ajuda a investigar a saúde óssea e que seu resultado costuma ser combinado com uma avaliação de risco de fratura. A pergunta que motivou o pedido é parte importante da interpretação.

Antes de procurar apenas o nome da classificação no laudo, organize o pedido médico, os exames anteriores e as informações sobre medicamentos. Isso ajuda a conversar sobre o que foi medido e o que o resultado pode mudar no acompanhamento.

O que a densitometria óssea avalia?

Segundo o MedlinePlus, serviço da National Library of Medicine, a densitometria utiliza uma dose baixa de raios X para medir minerais nos ossos. O método mais comum é a absorciometria por dupla energia, identificada pelas siglas DXA ou DEXA.

As regiões avaliadas dependem da indicação. O Hospital das Forças Armadas, por exemplo, lista modalidades para coluna lombar, quadril proximal, antebraço, avaliação de fratura vertebral e composição corporal de corpo inteiro. Essa lista de modalidades não significa que todas façam parte de qualquer pedido: vale conferir qual exame foi solicitado antes do agendamento.

O objetivo também difere do de uma bioimpedância. Apesar de alguns equipamentos de DXA terem aplicação na avaliação de composição corporal, os métodos não são intercambiáveis para qualquer finalidade.

Quem deve conversar sobre a indicação?

A ISCD inclui entre as indicações mulheres a partir de 65 anos e homens a partir de 70 anos. Abaixo dessas idades, fatores como baixo peso, fratura anterior, medicamentos associados à perda óssea e determinadas doenças também entram na decisão. Esses critérios orientam a conversa clínica; não substituem uma avaliação individual.

A mesma sociedade recomenda diferenciar a classificação da densidade óssea da estimativa do risco de fratura. Por isso, o profissional precisa entender o histórico da pessoa e como o resultado poderá influenciar uma conduta.

Quem já recebeu um resultado de osteopenia pode levar o laudo à consulta para discutir o significado daquele achado e quais informações ainda faltam para avaliar o caso.

Como confirmar o preparo antes do exame?

O RadiologyInfo, iniciativa de sociedades médicas de radiologia, informa que o exame habitual permite alimentação normal. O serviço orienta evitar roupas com peças metálicas na região avaliada e avisar sobre possibilidade de gravidez ou exames recentes com contraste. Também há instruções específicas sobre suplementos de cálcio, que devem ser confirmadas com a unidade responsável pelo exame.

Use esta lista ao fazer o agendamento:

Informação a levar Pergunta ao serviço
Pedido médico Quais regiões serão avaliadas?
Lista de medicamentos e suplementos Há alguma orientação de preparo para este exame?
Exames recentes com contraste Preciso ajustar a data da densitometria?
Laudos anteriores Devo levar também as imagens anteriores?

Não transforme uma orientação geral de preparo em decisão de suspender tratamento. Se houver dúvida, confirme com o serviço e com o profissional que prescreveu o medicamento ou suplemento.

Como o exame é realizado?

Na descrição do MedlinePlus, a pessoa fica deitada em uma mesa enquanto o aparelho realiza a varredura das regiões selecionadas. A equipe orienta o posicionamento e pede que permaneça imóvel durante a aquisição. A avaliação habitual não é feita dentro de um túnel como o de alguns outros exames de imagem.

Antes de começar, avise se sente dor ou tem dificuldade para manter uma posição. Essa informação permite conversar com a equipe sobre a realização da avaliação, em vez de tentar suportar uma posição inadequada sem avisar.

Como ler o laudo sem tirar conclusões precipitadas?

O laudo pode apresentar T-score ou Z-score, medidas que comparam a densidade óssea com referências apropriadas. O MedlinePlus explica que a referência usada depende de características como idade e situação menopausal. A leitura deve considerar também a região examinada.

Um resultado isolado não responde a todas as perguntas sobre saúde óssea. Conforme a ISCD, classificar a densidade e estimar o risco de fratura são decisões relacionadas, mas diferentes. A periodicidade de repetição também deve ter um objetivo clínico definido; não é necessário repetir o exame apenas porque passou uma data no calendário.

Quando procurar um endocrinologista?

Uma avaliação pode ajudar se houve fratura após trauma leve, se o laudo aponta baixa densidade óssea ou se existem fatores de risco que precisam ser investigados. Para discutir indicação, resultado e acompanhamento, conheça o atendimento de osteoporose e saúde óssea e veja como funciona a consulta.

Perguntas frequentes

Densitometria óssea é a mesma coisa que bioimpedância?

Não. A densitometria por DXA usa raios X para medir a densidade mineral óssea. A bioimpedância usa propriedades elétricas do corpo para estimar composição corporal. Uma não substitui automaticamente a outra.

Precisa de jejum para fazer densitometria?

O RadiologyInfo informa que é possível comer normalmente para o exame habitual. Confirme as instruções do seu serviço e pergunte sobre suplementos de cálcio e exames recentes com contraste.

Todo resultado de osteopenia exige remédio?

O laudo precisa ser combinado com o risco de fratura e a história clínica. A ISCD diferencia a classificação da densidade óssea da avaliação de risco; não é possível decidir o tratamento por uma palavra isolada no exame.

Consulta com a Dra. Natália Brito

  • R$ 500, presencial ou por teleconsulta, com retorno incluso. Na consulta presencial, a bioimpedância também está inclusa.
  • Consulta de cerca de 60 minutos, particular.
  • A Dra. Natália emite recibo da consulta para o paciente solicitar reembolso ao plano de saúde. O valor devolvido depende das regras de cada contrato.
  • Instituto Essência — Edifício Prof. Carlos Daniel, Jóquei, Teresina.
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Referências

  1. MedlinePlus, National Library of Medicine. Bone Density Scan.
  2. RadiologyInfo, American College of Radiology e Radiological Society of North America. Bone Density Scan (DEXA or DXA) (2024).
  3. International Society for Clinical Densitometry (ISCD). Adult Official Positions (2023).
  4. Hospital das Forças Armadas, Ministério da Defesa. Densitometria óssea: exames disponíveis (2022).
  5. NHS. Bone density scan: overview (2022).