# Tratamento de tireoide em Teresina

> Hipotireoidismo, hipertireoidismo, tireoidite de Hashimoto e nódulos são tratados pela endocrinologista. A Dra. Natália Brito, endocrinologista e metabologista, avalia sintomas, pede e interpreta exames como TSH, T4 livre e ultrassom e acompanha o tratamento em consulta de cerca de 1 hora. Atende em Teresina, no Instituto Essência, e por teleconsulta para outras cidades.

A tireoide é uma glândula pequena, na frente do pescoço, que produz os hormônios T4 e T3. Eles ajudam a regular batimentos, temperatura, intestino, disposição e peso. Quem comanda essa produção é o TSH, liberado pela hipófise: quando a tireoide produz pouco, o TSH sobe; quando produz demais, ele cai.

## Quais sintomas sugerem hipotireoidismo ou hipertireoidismo?

Os sintomas são pouco específicos, e a diretriz latino-americana de hipotireoidismo lembra que nenhum sinal isolado confirma o diagnóstico. Quem decide é o exame de sangue. A tabela reúne sinais descritos nessa diretriz e no consenso brasileiro de hipertireoidismo da SBEM.

| Aspecto | Hipotireoidismo | Hipertireoidismo |
|---|---|---|
| Sintomas comuns | Cansaço, frio, pele seca, intestino preso, ganho de peso, queda de cabelo, rouquidão, esquecimento, inchaço no rosto | Coração acelerado, tremor, ansiedade, oscilação de humor, perda de peso (às vezes ganho, pelo apetite maior), mãos úmidas |
| TSH | Alto | Baixo, em geral abaixo de 0,1 mUI/L (SBEM) |
| T4 livre | Baixo, ou normal na forma subclínica | Alto; no início, às vezes só o T3 sobe |
| Causa mais comum | Tireoidite de Hashimoto | Doença de Graves |
| Exames para achar a causa | Anti-TPO e ultrassom | Captação de iodo e, em casos selecionados, TRAb |

Em idosos, o hipertireoidismo pode aparecer mais como arritmia, falta de ar e fraqueza, segundo a SBEM. Cansaço e mudança de humor também se confundem com queixas da [menopausa](/menopausa-e-reposicao-hormonal/), e o TSH ajuda a separar as causas.

## Quais exames avaliam a tireoide?

- **TSH:** é o primeiro exame, segundo a diretriz latino-americana. O consenso brasileiro da SBEM considera normal, em adultos, o TSH entre 0,4 e 4,5 mU/L. Cada laboratório informa a própria faixa, e idosos e gestantes têm valores diferentes.
- **T4 livre:** completa a avaliação e separa as formas clínicas das subclínicas.
- **Anticorpo anti-TPO:** mostra autoimunidade contra a tireoide e aparece em quase todas as pessoas com Hashimoto (diretriz latino-americana). Positivo com TSH normal indica mais chance de hipotireoidismo no futuro, não doença instalada.
- **Ultrassom:** mostra tamanho, textura e nódulos. Não é exame de rotina para todos. Nos nódulos, é a base da decisão sobre a punção.
- **Punção aspirativa por agulha fina (PAAF):** retira células do nódulo com uma agulha fina, muitas vezes guiada por ultrassom. O laudo usa o Sistema Bethesda, com seis categorias, segundo a American Thyroid Association (ATA).
- **Cintilografia:** a ATA indica quando há nódulo e TSH baixo. Nódulos hiperfuncionantes, os chamados quentes, raramente são malignos e dispensam punção.

## O que é hipotireoidismo e qual a relação com Hashimoto?

Hipotireoidismo é a falta de hormônio tireoidiano. A causa mais frequente é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune crônica em que o sistema imune agride a tireoide aos poucos (diretriz latino-americana). Cirurgia, iodo radioativo e tireoidites passageiras, como a do pós-parto, também podem causar o problema.

Na forma clínica, o TSH está alto e o T4 livre, baixo. Na subclínica, o TSH sobe com T4 livre normal. Essa segunda forma é comum: o consenso brasileiro estima que atinja de 4% a 10% da população geral, com mais casos em mulheres e idosos. Se o peso é sua maior queixa, veja também a página de [emagrecimento e obesidade](/emagrecimento-e-obesidade/).

## Como tomar a levotiroxina do jeito certo?

A levotiroxina repõe o hormônio que falta e é o medicamento de escolha no hipotireoidismo (diretriz latino-americana). A dose é individual e definida na consulta. O modo de tomar também conta, porque comida, bebida e outros remédios mudam a absorção.

- **Em jejum, com água.** A diretriz latino-americana recomenda pelo menos 2 horas de jejum antes e 30 minutos de espera para comer. A ATA considera ideal tomar 60 minutos antes do café da manhã, ou ao deitar, 3 horas ou mais após o jantar.
- **Café só depois.** A ATA cita estudos em que o café tomado junto com o comprimido reduziu a absorção.
- **Cálcio e ferro em outro horário.** Carbonato de cálcio e sulfato ferroso atrapalham a absorção. A ATA recomenda separar os horários; o intervalo tradicional é de 4 horas, embora pouco testado.
- **TSH de controle.** A diretriz latino-americana recomenda novo exame 6 a 8 semanas após cada mudança de dose e, depois de estável, uma vez por ano. Trocar de fabricante ou de formulação também pede novo TSH, segundo a ATA.

Não mude a dose nem suspenda o remédio por conta própria.

## Como é tratado o hipertireoidismo?

A causa mais comum é a doença de Graves, segundo o consenso brasileiro da SBEM. Nela, anticorpos chamados TRAb estimulam a tireoide a trabalhar sem parar, às vezes com bócio e alterações nos olhos. Nódulos autônomos e tireoidites também causam hipertireoidismo, e o tratamento muda conforme a causa. Enquanto o quadro é investigado, betabloqueadores aliviam palpitação e tremor. Para a doença de Graves, o consenso descreve três caminhos.

### Medicamentos antitireoidianos

O metimazol é a opção habitual. O propiltiouracil fica para casos como hipertireoidismo grave e primeiro trimestre da gestação. O uso dura de 12 a 24 meses, com remissão em 30% a 50% dos casos, segundo a SBEM. Febre ou dor de garganta durante o tratamento pedem contato imediato com a médica, porque podem sinalizar queda dos glóbulos brancos, um efeito raro.

### Iodo radioativo

É tomado por via oral. O consenso da SBEM relata resposta satisfatória em cerca de 80% a 90% dos casos, muitas vezes com hipotireoidismo depois, tratado com levotiroxina. É contraindicado na gestação e na amamentação e deve ser evitado por quem planeja engravidar nos 4 a 6 meses seguintes.

### Cirurgia

A retirada total da tireoide controla o quadro de forma rápida. É indicada, por exemplo, em bócio grande com compressão, nódulo suspeito ou intolerância aos medicamentos. A reposição de levotiroxina começa no dia seguinte.

A escolha leva em conta as características de cada pessoa e a preferência de médica e paciente, como orienta o consenso.

## Nódulo na tireoide é câncer?

Na grande maioria das vezes, não. Segundo a ATA, cerca de 5% das mulheres e 1% dos homens têm nódulo palpável, e o ultrassom encontra nódulos em 19% a 68% das pessoas. O câncer aparece em 7% a 15% dos casos, conforme idade, sexo, exposição à radiação e histórico familiar.

### Quando a punção é indicada?

A ATA classifica o nódulo no ultrassom em padrões de suspeita: alta, intermediária, baixa, muito baixa e benigno. Nódulo sólido hipoecoico, margens irregulares, microcalcificações e formato mais alto que largo elevam a suspeita. Alguns laudos usam sistemas de pontos, como o TI-RADS, com lógica parecida. Pela ATA, a punção é recomendada para:

- nódulos de 1 cm ou mais com suspeita alta ou intermediária;
- nódulos de 1,5 cm ou mais com baixa suspeita;
- nódulos de 2 cm ou mais com muito baixa suspeita, como os espongiformes. Nesse grupo, apenas observar também é uma opção.

Cistos puros não precisam de punção. Os demais nódulos seguem com ultrassom periódico.

## Como fica a tireoide na gestação?

Na gravidez, o TSH considerado normal fica mais baixo, sobretudo no primeiro trimestre, como descreve o consenso brasileiro de hipotireoidismo subclínico. Em 2026, SBEM e Febrasgo atualizaram as orientações brasileiras com base na nova diretriz da ATA, publicada em junho. Os pontos principais, segundo a Agência Brasil:

- o Brasil mantém o rastreamento de todas as gestantes desde o início da gravidez;
- com TSH entre 4,0 e 10 mUI/L, o tratamento se concentra no primeiro trimestre. Depois dele, a conduta é acompanhar, salvo TSH acima de 10 mUI/L;
- anti-TPO positivo com tireoide funcionando normalmente não justifica levotiroxina preventiva, mas pede acompanhamento;
- quem já tinha hipotireoidismo costuma precisar de dose cerca de 30% maior assim que engravida.

Se você trata a tireoide e pensa em engravidar, converse antes com sua endocrinologista.

## Como é a consulta de tireoide em Teresina?

A Dra. Natália Brito é endocrinologista e metabologista, com título de especialista pela SBEM, e professora de Endocrinologia na UniFacid. A consulta particular dura cerca de 1 hora. Ela revisa sintomas, histórico, remédios e exames anteriores, examina o pescoço e pede o que faltar. O retorno está incluso.

Em Teresina, o atendimento presencial é no Instituto Essência, no Jóquei, com bioimpedância inclusa. Para quem mora em outras cidades, há [teleconsulta](/teleconsulta/). Veja [como funciona a consulta](/consulta/).

## Perguntas frequentes

### TSH alto sempre precisa de remédio?

Não. TSH alto com T4 livre normal é o hipotireoidismo subclínico. O consenso brasileiro da SBEM orienta repetir o exame em 3 a 6 meses, porque parte dos casos normaliza. O tratamento é recomendado quando o TSH fica persistentemente acima de 10 mU/L. Abaixo disso, a decisão é individual e considera idade, anti-TPO, risco cardiovascular e evolução do TSH.

### Quem tem tireoidite de Hashimoto precisa tomar remédio?

Só quando a tireoide passa a produzir menos hormônio. Com TSH e T4 livre normais, o anti-TPO positivo indica maior chance de hipotireoidismo no futuro, e o caminho é repetir os exames de tempos em tempos. Se o hipotireoidismo aparece, a levotiroxina costuma ser de uso contínuo, com TSH de controle pelo menos uma vez por ano.

### Hipertireoidismo tem tratamento definitivo?

Sim. Segundo o consenso da SBEM, o iodo radioativo e a retirada total da tireoide são tratamentos definitivos da doença de Graves. Os dois costumam levar ao hipotireoidismo, que passa a ser controlado com levotiroxina. Os medicamentos antitireoidianos podem levar à remissão, mas a doença pode voltar depois que eles são suspensos.

### Nódulo benigno precisa de cirurgia?

Na maioria das vezes, não. Nódulos com punção benigna costumam ser acompanhados com ultrassom. Pela diretriz da ATA, a cirurgia pode ser considerada quando o nódulo benigno cresce e fica grande, acima de 4 cm, ou causa sintomas de compressão, como dificuldade para engolir. Resultado suspeito ou maligno na punção muda a conduta.

### Dá para acompanhar a tireoide por teleconsulta?

Sim. Na teleconsulta, a médica revisa sintomas e exames, ajusta o tratamento e acompanha nódulos com ultrassons feitos em uma clínica perto de você. Exames de sangue e de imagem são colhidos na sua cidade. A bioimpedância depende de aparelho e só é feita no atendimento presencial.

## Referências

1. Latin American Thyroid Society, Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia (SciELO). Clinical practice guidelines for the management of hypothyroidism (2013). https://www.scielo.br/j/abem/a/RyCDtMtQqCKP5vG8hVSwpQC/?lang=en
2. Departamento de Tireoide da SBEM, Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia (SciELO). Consenso brasileiro para a abordagem clínica e tratamento do hipotireoidismo subclínico em adultos (2013). https://www.scielo.br/j/abem/a/rtN69TFwHzvnYhHR7KZq6mg/?lang=pt
3. American Thyroid Association, revista Thyroid (PMC/NCBI). Guidelines for the Treatment of Hypothyroidism (2014). https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4267409/
4. Departamento de Tireoide da SBEM, Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia (SciELO). Consenso brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo (2013). https://www.scielo.br/j/abem/a/k5s3N3nf4gs8DxDsnPWBQ3r/?lang=pt
5. American Thyroid Association, revista Thyroid (PMC/NCBI). 2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer (2016). https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4739132/
6. CREMERJ News, com informações da Agência Brasil. Nova diretriz muda tratamento da tireoide na gestação (2026). https://news.cremerj.org.br/2026/09/03/nova-diretriz-muda-tratamento-da-tireoide-na-gestacao/

Conteúdo informativo, produzido pela equipe editorial do consultório. Não substitui a consulta médica. Como produzimos nosso conteúdo: https://nataliabritoendocrino.com.br/politica-editorial/

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Página: https://nataliabritoendocrino.com.br/tireoide/
Consultório: Instituto Essência, Edifício Prof. Carlos Daniel, Av. Elias João Tajra, 1720, 3.º andar, salas 413 e 414, bairro Jóquei, Teresina, Piauí, CEP 64049-300. WhatsApp (86) 98144-2312.
Última atualização: 2026-09-29
